
Guardiões do Mar
Capacitar os pescadores para proteger a biodiversidade marinha
Ao longo da costa de Cabo Verde, a pesca é mais do que um meio de vida — é uma tábua de salvação. Mas, à medida que a biodiversidade marinha enfrenta ameaças crescentes de práticas ilegais e insustentáveis, os pescadores locais se veem diante de águas cada vez mais incertas.
O Consumo de Tartarugas Marinhas em Cabo Verde
Em Cabo Verde, o consumo de carne de tartaruga marinha é uma tradição de longa data, assim como o consumo de ovos em algumas ilhas e a caça de machos para fins afrodisíacos. Em 1987, a caça de tartarugas marinhas foi proibida durante a época de nidificação em Cabo Verde; em 2002, foi proibida durante todo o ano; e em 2005, a posse, a caça, o consumo e a exploração de tartarugas marinhas e seus ovos passaram a ser explicitamente proibidos por lei.


Em 2018, o Governo, com o apoio de todos os grupos políticos, aprovou uma nova lei, o Regime Especial de Proteção e Conservação das Tartarugas Marinhas, que criminaliza todas as atividades ilegais e estabelece as bases para a conservação das tartarugas marinhas em Cabo Verde. Mais recentemente, em 2024, o Governo aprovou o regulamento especial para a realização de excursões de observação de tartarugas marinhas, estabelecendo as bases para a exploração turística sustentável das tartarugas nidificantes. Apesar das regulamentações governamentais, a matança de tartarugas marinhas adultas continua a ser um problema observado em todo o país.


Habilidades de navegação notáveis
Provavelmente, uma das coisas mais incríveis sobre as tartarugas marinhas é a sua capacidade de encontrar o caminho de volta depois de passar 20 anos no oceano. Acredita-se que elas consigam seguir os campos magnéticos da Terra para encontrar o mesmo local onde eclodiram, embora outros mecanismos também possam ajudar. Elas também podem se deslocar para novos locais próximos, sempre procurando locais tranquilos com boas condições para nidificar.
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